Tempo bom. Ponto. Final feliz. Descobrir que depois do antes só existe agora. É dele que pareço sempre fugir... sempre buscar. Ponto de fuga. Sem tempo. Sem pressa.
Quero ter mais tempo. Para perder mais tempo. Para ganhar mais tempo. Quero tempo pra pensar. Pensar pra matar o tempo. Conversar pra passar o tempo. Tempo pra ver o tempo passar.
Não há linha do tempo. Linha é um conjunto de pontos, mas o agora não tem plural. Não tem volta, nem avanço. Não tem estrada. O tempo é o ponto. De chegada, de partida, de ônibus, de interrogação... é tempo de agir, de parar, de pensar... é ponto final rolando ampulheta abaixo.
Pudera eu parar o ponto. Ainda é tempo. Pra mudar de vida. Pra mudar o dia... as horas.. os minutos... os segundos. Começando pelos primeiros segundos que chegam. Perdas de tempo... são apenas pontos perdidos. E o que será de mim... são apenas dúvidas de uma espiral de reticências. Três tempinhos...
Tempo pra esquecer enquanto é hora... agora. É tempo pra lembrar quando ir embora... corre. O ponto não pára. É tic-tac, não tum-tum. No coração, o ar entra pelo ponteiro maior, e sai pelo menor.
Pára o tempo. Bate o ponto. Bata o tempo. Sua vez de jogar. Contra o tempo. Marque um ponto. Enquanto é tempo. De chegar em ponto.
Ponteiros contam pontos que ainda temos pra soprar. Até que não haja mais tempo... pra contar os pontos. Nem pontos... pra contar o tempo. É o fim
Ponteiros contam pontos que ainda temos pra soprar. Até que não haja mais tempo... pra contar os pontos. Nem pontos... pra contar o tempo. É o fim


Nenhum comentário:
Postar um comentário