São tempos estranhos... Se já passamos pela primeira guerra, é porque estava óbvio que haveria a segunda, e se ela foi chamada de segunda, é porque não é a última, o que indica que haverá a terceira um dia. Se será a última ou não... dependerá de como ela será chamada. Terceira ou última? Ou a mesma... a mesma perda de tempo, de potencial e de vidas... mudando os nomes, as nações, as táticas... no básico, no ninguém ganha e todos perdem, ela continuará sendo a mesma de sempre.
Quando existir a terceira guerra, haverá também um palhaço. Um homem em meio a guerra, vivendo para sobreviver; driblando todo e qualquer estilhaço de confronto para que haja algum sopro de vida. Quando houver palhaço, haverá também um diário, aonde se registrará toda a trajetória deste homem, todas as pessoas que o ajudaram e as que o fizeram ter medo. Também haverá uma esposa, uma filha e amigos... todos no meio da guerra, no meio das duas linhas cheias de letras que acabarão por ser o único refúgio de um refugiado de guerra.
Quando existir a terceira guerra, haverá também um palhaço. Um homem em meio a guerra, vivendo para sobreviver; driblando todo e qualquer estilhaço de confronto para que haja algum sopro de vida. Quando houver palhaço, haverá também um diário, aonde se registrará toda a trajetória deste homem, todas as pessoas que o ajudaram e as que o fizeram ter medo. Também haverá uma esposa, uma filha e amigos... todos no meio da guerra, no meio das duas linhas cheias de letras que acabarão por ser o único refúgio de um refugiado de guerra.
Haverá guerra... Haverá palhaço... Haverá diário...
E tudo então será como já fora um dia... e ainda não saberemos se será a terceira ou última vez que veremos isso diante de nossas limitadas existências, de nossa desumana desunidade.


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